CONDENADA
Suas cores fazem de mim, submissa dessa flama
Tamanho delito, suscitar a brasa desta chama
Ainda que não possa, a você responsabilizar
É evidente, que calculo com ardor penalizar
Cobiço a ti acorrentar
Laçar, unir, afixo
Atar, cingir, agrilhoar
Prender, deter, encarcerar
Pelo crime de seduzir
Te condeno a cumprir
A sentença de me amar.
09:09 | | 0 Comments
Ah, vida real!
Quão grande é o escárnio da vida.
Quão grande pode ser sua eficácia em transmutar todo o caminho que fora outrora marcado por alguém.
Como se em um momento fastio, tedioso, a vida desatasse a distrair-se fazendo troça dos sonhos alheios.
Num simples piscar de olhos, adentra nossa casa, revira tudo, danifica nossas raízes, assola nosso caule e dizima os nossos frutos. E tudo o que deixa, é uma nuvem de frustração, raiva e tristeza.
Comparece, conjuntamente, a exaustão, de empenhar-se em tão alto grau, e ver tudo ruir-se diante os olhos. Todavia, é primordial erguer-se mais uma vez, e não permitir-se ostentar o tão sedutor comportamento de vítima. Afinal, inexiste coisa mais chata do que gente que se faz de vítima.
18:25 | | 0 Comments
